Arte no Dique

Justificativa

Nos últimos 30 anos, a Baixada Santista experimentou rápidas transformações econômicas com a formação de um dos mais importantes pólos industriais, turísticos e portuários do mundo. Criaram-se nessa mesma época bairros operários ocupados por trabalhadores das indústrias, portos e construções de rodovias; ocupações que cresciam descontroladamente, sem qualquer planejamento urbano e ambiental.

A partir da década de 70, com a crise econômica que atingiu o país, surgiram na periferia das cidades verdadeiros "bolsões de pobreza", ocupando áreas de proteção ambiental especialmente encostas e manguezais.

Santos experimentou nessa época um grande inchaço populacional passando sua população de 265 mil habitantes em 1960 para 450 mil habitantes em 1994. Ao mesmo tempo, o município possui 474km2 de território, dos quais 39km2 estão na Ilha de São Vicente a qual abriga 99% de sua população. Este aumento vertiginoso da população urbana, somado à sua concentração populacional, criou situações sub-humanas de moradia e exclusão social, concentradas na região central da cidade (cortiços), Morros (áreas de risco), Zona Noroeste e área continental (áreas de preservação ambiental).

Dique é o nome genérico que se dá a maior concentração de favelas de Santos e São Vicente que foram se erguendo em regiões de proteção ambiental, manguezais, ao longo de 3km do Rio do Bugre, na Zona Noroeste de Santos.

Curiosidades:

27,8% da pop. ativa desempregada e 32,2% em subempregos; renda média per capita de R$ 76,10 ao mês. Dos casos de violação aos Direitos da Criança e do Adolescente 35% concentram-se no Bairro Rádio Clube onde localiza-se o Dique.

Dados locais:

Atualmente, apesar de Santos ter um alto IDH 0,871 (2001), o terceiro do Estado de São Paulo, ainda possui vários "bolsões de pobreza" no município, e o Dique da Vila Gilda é um deles.

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