

O Instituto Arte no Dique, organização não-governamental, sem fins lucrativos, desenvolve trabalho sócio-cultural com a população do Dique da Vila Gilda na Zona Noroeste de Santos, numa das regiões com maiores índices de vulnerabilidade social da cidade, com uma população de 22 mil habitantes vivendo em condições precárias, em palafitas à beira do mangue, sobre o Rio Bugre. Tem como proposta a realização de ações, oficinas e cursos profissionalizantes, regidas pelos princípios da inclusão social, pesquisa e valorização da cultura local, aquisição de conhecimentos específicos do mundo da arte e cultura que possibilitam a ampliação do universo cultural, assim como a descoberta de talentos, saberes e habilidades pessoais que podem ser direcionadas à formação profissional com qualidade, abrindo também perspectivas de sonhar e transformar projetos de vida na direção de um futuro promissor em contraponto à realidade vivida com altos índices de miséria, evasão escolar, desemprego, criminalidade, drogas e violência
Em novembro de 2002, o projeto foi lançado em parceria com o Grupo Cultural OLODUM da Bahia, Comissão de moradores do Dique da Vila Gilda, Ministério da Cultura, Instituto Elos, conquistando a partir de então, já como ONG autônoma, o apoio de vários setores da sociedade como a Prefeitura Municipal de Santos, a COHAB, o Santos Futebol Clube, SESC, SESI, e empresas, dentre as quais a Libra Terminais que atualmente é a mantenedora do Instituto, além da Anglo American que patrocina o Instituto.
Atualmente conta com oficinas e cursos de percussão, dança, audiovisual, artes cênicas, customização, moda com materiais reciclados e educação ambiental atendendo 200 pessoas da região e Cubatão
Curiosidades:1.Chamam-se genericamente de Palafitas sistemas construtivos usados em edificações localizadas em regiões alagadiças cuja função é evitar o alagamento dos cômodos internos. Comum em áreas tropicais e equatoriais de alto índice pluviométrico, é utilizada até hoje na Amazônia, áreas do Pantanal Brasil, em países da África e Ásia.
2.Favela do Dique, na Zona Noroeste de Santos, onde vivem mais de 20 mil pessoas, - além das 6.500 que vivem na área da favela localizada no vizinho município de São Vicente-, distribuídas em 700.000 m2, com mais de 4 km de extensão, nos quais se distribui desordenadamente palafitas sobre as margens do rio do Bugre e canal de Barreiros. 27,8% da pop. ativa desempregada e 32,2% em subempregos; renda média per capita de R$ 76,10 ao mês. Dos casos de violação aos Direitos da Criança e do Adolescente 35% concentram-se no Bairro Rádio Clube onde localiza-se o Dique.
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