Bando
do Dique...
E
o ofício ali exercido por gente seca, de mãos secas de almas sem
esperança, lhes foi generosamente legado por seus bravos antepassados,
por seus venerados antepassados, que foram bravos e foram venerados justamente
porque exerceram esses ofícios orgulhosamente em seus tempos, em foram
muitos tempos, tempos bastantes para os fundamentos da tribo serem plantados,
tempos bastantes pra vida da tribo ser honrada por várias gerações.
(Plínio Marcos) O
grupo teatral do Arte no Dique foi criado para formar novos talentos na
tradição teatral de Santos, cidade conhecida por seus festivais
amadores e profissionais. Desde sua formação, o grupo participou
da produção dos três espetáculos musicais do
Arte no Dique, trabalhando em conjunto com atores de outros grupos da região.
Em Sem perder a
ternura jamais, de 2004, foram montadas cenas de Navalha na Carne, Homens
de Papel e Quando
as máquinas param, obras do dramaturgo
santista Plínio Marcos. Os textos foram escolhidos para serem encenados
ao lado de canções de Gonzaguinha tocadas pela banda Querô e
pela velha guarda da Escola de Samba X-9.
Em 2005, foi a
vez do musical Raul Seixas há dez mil anos na frente,
em que os atores interpretaram um texto original sobre o impacto da obra do
roqueiro baiano em sucessivas gerações de brasileiros.
O produto mais
recente do Bando do Dique é o espetáculo Refavela
– refazendo o sentido, em parceria com a Associação Tam Tam e
o grupo Orgone. Sobre a direção de Renato di Renzo, o musical é baseado
na trajetória e obra de Gilberto Gil. A escolha do tema norteia as pesquisas
e trabalhos dos cursos da Escola. Em 2008 será encenado o segundo ato
da trilogia.
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